VIDA MARIA

Já foi dito, sem grande pudor, que a miséria, a desigualdade e as injustiças quando abundam não tem mais o condão de nos desperta a sensibilidade generosa que a todos deveria mobilizar numa sociedade fundada na lei e guarnecida pelo pálio democrático. Não é o caso da exclusão social, econômica, cultural e politica que varre gerações inteiras para a escuridão e ignorância de onde são para os nossos olhos míopes, apenas, estatísticas mudas e sem cor.
Contudo, toda ordem jurídica brada sua proclamação de cidadania. E não podemos negar que nas linhas frias - quase mortas - da norma jurídica, somos todos cidadãos. Não obstante, a cidadania de alguns não ultrapasse as fronteiras geométricas do papel. Nas paredes iguais do edifício jurídico, o cidadão de papel não fede nem cheira entre os tranquilos artigos da Constituição que diz: "todos são iguais perante a lei", logo somos todos, nós e as estatísticas, seres humanos iguais e semelhantes.
Assim, a Ciência Jurídica abre sua trincheira na ordem positiva, que aqui daremos o nome de Direitos Humanos. De fato, esse ramo jurídico, trás postulados que impõem a todos os operadores do direito a tarefa pacificadora de encontrar e resgatar esse "João-ninguém" perdido entre as insensíveis estatísticas de um sociedade que tutela seus súditos com o manto da justiça como quem esconde a poeira embaixo do tapete.

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