Os Grupos minoritários e os movimentos reivindicatórios

A questão de quais os grupos minoritários que se organizam hoje em movimentos reivindicatórios por seus direitos, sucita a reflexão sobre as relações sociais no modelo de sociedade atual.
No mundo globalizado, nos últimos 10 anos, nada menos que centenas de movimentos orgânicos de defesa de interesses e direitos dos grupos minoritários surgiram em diversos países, tendo alguns, atuação mundial na luta pelo reconhecimento jurídico e social das diferenças étnicas, sociais, raciais, sexuais e profissionais entre outras.
Desses movimentos representantes das chamadas minorias que tem feito o contraponto a padronização da sociedade hodierna, redefinindo na sua ação política a própria noção de cidadania. Certamente, podemos destacar a grande repercussão política e cultural do movimento feminista, impulsionador da consolidação das mudanças ocorridas durante a revolução sexual dos anos 60 e 70; de igual maneira, vale destacar a luta pelo reconhecimento de direitos pelos homossexuais que vem promovendo cada vez mais passeatas e eventos para reivindicar o casamento civil e a igualdade de tratamento pela lei civil; nesse compasso, forçoso se tornar o destaque da ação política dos trabalhadores sem terra que, no Brasil, representou a renovação nas praticas de mobilização social em defesa do direito à terra, por seu turno, não podemos deixar de mencionar o movimento negro que retomaram as páginas da historia para reclamar os direitos negados durante a vigência da escravidão até nossos dias e sua conseqüente luta pela definição de marcos legais que assumam uma política – dita afirmativa – voltada para esse segmento da população brasileira, ao passo que condenem a discriminação e preconceito racial.
O principio é este: por maioria ou minoria se entende; a capacidade política de certos grupos sociais de fazerem pressão e obterem sucesso em suas reivindicações junto à própria sociedade e sobremodo, junto ao Estado.

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